Planalto do Bié
“
Mártir entre os Mártires”
Foi até ao Planalto do Bié
“ Vila de Belmonte”
Hoje só Kuito, onde Silva
Porto chegou.
Como sertanejo, muito
trabalhou
E o povo autóctone ele
ajudou…
Mas por ironia do
destino
A casa dele devorou
E na miséria ele ficou.
Construiu então uma
cubata
E naquele sertão, ali se
fixou.
A presença de outro
capitão
Discórdia
causou
Entre Silva Porto e o “ soba Trovão”
Que logo lhe puxou as barbas
Demonstrando rebelião…
Este ferido e entristecido
Na Bandeira Portuguesa se enrolou
E num barril de pólvora
Ele se suicidou…
O seu corpo em cinzas
Aquele povo agradecido,
guardou…
Naquela cubata,
Na cubata que ali ficou
E agora!...E agora!...
Era uma vez Silva Porto
Era uma vez Cubata…
Lá só ficaram ruínas
Com um povo sofrendo na
carne
O peso das malditas
minas.
Autora: “Maria
Graciete Silva Sousa


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